Skip to content

espada

O COMBATE COM ESPADAS MEDIEVAIS


vikingsword.com

“De todas as armas concebidas pelo homem ao longo dos séculos, a espada é a única que combina a eficácia na defesa e força no ataque, e desde o seu início na Idade do Bronze reuniu-se em torno de si uma grande mística que a coloca acima de qualquer outro objeto feito pelo homem.” Ewart Oakeshott

A espada ganha popularidade no mundo ocidental quando os romanos adotam o gládio como um dos principais instrumentos de seu exército onde até então as lanças reinavam nos exércitos antigos. No final do império surge a “Spatha”, mais longa que sua antecessora por que seria ser usada principalmente por cavaleiros e “dita a forma” das espadas até o até o final das invasões vikings (por volta de 1000 d.C.).

Após este período, há uma evolução no formato e consequentemente nas técnicas de combate onde originará o símbolo que representava a nobreza. Embora ainda popular nos campos de batalha, ela perdeu espaço para espada longa entre os nobres por causa das evoluções das armaduras e táticas de guerra.

Importante destacar que a espada nunca foi a arma mais popular nos campos de de batalhas medievais, a lança e mais tarde as alabardas (arma de haste usada para cortar e/ou estocar) eram as armas preferidas entre os nobres e camponeses.

Hoje em dia o material mais usado para aprender a manusear esta arma não foi exatamente escrita para ela. O maior material que sobreviveu é principalmente do sabre alemão “Langes Messer” (faca longa). A espada de 2 gumes é o símbolo da Europa medival, mas desde a época romana, vários povos usaram armas de um gume só como o seax, falchion, backsword, basket-hilt, badelairs, e o próprio messer. Na idade moderna a rapieira se torna a preferida pelos nobres e civis para duelos e defesa pessoal, mas o sabre continua sendo muito popular no campo de batalha até a 1ª Guerra Mundial.

Ainda há o mito de que eram apenas usadas pelos plebeus, na verdade há varias ilustrações, tanto em manuscritos de artes marciais (fechtbuch) como em iluminuras e outras ilustrações de nobres brandindo armas deste tipo.

Nosso treino:

Hans Lecküchner 1478

Para praticar as técnicas desta arma, nós pesquisamos as técnicas apresentadas nos 2 manuscritos do mestre alemão Johannes Lecküchner, um padre que escreveu 2 manuscritos de combate no final do séc. XV com técnicas de “messer” (faca) alemão, mas servem perfeitamente para as espadas. O primeiro manual está na Universidade de Heidelberg, o segundo (Cgm. 582) pode ser encontro na biblioteca virtual do estado da Bavária (Alemanha). Um grande manual, de aproximadamente 430 páginas, mais de 400 são só de ilustrações.

Alguns estudiosos do século XIX acreditavam que Lecküchner era na verdade uma versão do nome do mestre Liechtenauer, e que os dois eram as mesmas pessoas. As informações biográficas dos arquivos, bem como o colofão no próprio manuscrito deixa claro, porém, que Lecküchner tem uma existência independente. Mas seu sistema segue a tradição dos ensinamentos de Liechtenauer, já que Lecküchner organiza o seu sistema da mesma forma como ele e também usa a mesma terminologia que está presente nos ensinamentos de combate com espada longa.

Como no combate com espada e escudo, a maioria dos princípios de combate e da esgrima alemã foram aprendidos durante o treino da espada longa, então pode-se aprofundar nas diferenças de posturas iniciais, ataques e contra-ataques.

Este vídeo é um trailer do DVD do grupo Ochs sobre combate com sabres alemães (langes messer):

E um vídeo baseado no mesmo manual:

E o que eu preciso para treinar?

O praticante precisará apenas confeccionar/adquirir uma espada/sabre de madeira. Também aconselhamos adquirir uma de metal aço/alumínio para otimizar o aprendizado.

woodenswords.com

woodenswords.com

%d bloggers like this: